RESENHA LIVRO: "SONATA EM AUSCHWITZ", LUIZE VALENTE


Recebi esse livro em parceria com a autora e fiquei muito feliz, é uma obra que me chamou muito atenção por se tratar de um tema que gosto e a capa me deixou encantada. Depois que recebi e vi a diagramação e complementos impecáveis fiquei mais encantada ainda. Imagine depois de ler a história. 

Ele fala da Segunda Guerra. Um passado que muitos preferem ocultar ou fingir que não aconteceu, mas aconteceu! Os personagens são fictícios mas a história é real. A autora conheceu uma sobrevivente judia, Maria Yefremev, que faleceu com mais de cem anos. Fez muitas pesquisas durante quinze meses e viajou pelos lugares por onde os personagens passaram. Tem uma entrevista com a Luize lá no blog da Editora Record.

Sinopse:

Um bebê nascido nas barracas de Auschwitz-Birkenau, em setembro de 1944. Uma sonata composta por um jovem oficial alemão, na mesma data, também em Auschwitz. Duas histórias que se cruzam e se completam. Décadas depois, Amália, jovem portuguesa, começa a levantar o véu de um passado nazista da família a partir de uma partitura que lhe é revelada por sua bisavó alemã. A dúvida de que o avô, dado como morto antes do fim da Segunda Guerra, possa estar vivo no Rio de Janeiro, a leva a atravessar o oceano e a conhecer Adele e Enoch, judeus sobreviventes do Holocausto. A ascensão do nazismo na Alemanha, culminando na fatídica Noite dos Cristais, a saga dos judeus húngaros da Transilvânia, os guetos na Hungria e Romênia, os trens para Auschwitz, os mistérios acontecidos no campo de extermínio da Polônia e o pós-guerra numa casa cheia de segredos num lago de Potsdam oferecem os trilhos que Amália percorrerá para montar o quebra-cabeça.

Resenha:

Berlim, 1999

Amália está indo ao encontro de sua bisavó Frida que está prestes a completar cem anos. Nunca se viram. Ela cresceu em uma casa onde não se falava sobre o passado. Sua bisavó é mãe de seu avô Friedrich, que é pai de seu pai Hermann. Nunca teve ligação com seus avós paternos e não sabia nem mesmo o porquê. Ficou sabendo de Frida ao ouvir um telefonema do pai com a avó. Ela pedia que ele fosse ao encontro de Frida para esclarecer coisas do passado, mas ele não foi. Amália decide ir no lugar sem que ele saiba e descobrir de uma vez por todas quais fantasmas assombram o pai durante muitos anos.

Friedrich, seu avô, desapareceu em outubro de 1944. Foi dado como morto no mês seguinte, mas o corpo jamais apareceu, alegaram que ele havia sido capturado pela Resistência e brutalmente assassinado. Ele foi um rapaz correto, dedicado e sonhador, mas infelizmente a Guerra não permitia que ninguém tivesse sonhos. Casou-se com Gretl e teve Hermann e viviam bem até começar a guerra. Ele foi mandado para o front e se destacou na Luftawaffe e sempre que acabava uma missão era mandado para outra. Ficou longe da mulher e do filho, mal o viu crescer. Certo dia ele foi eviado para Auschwitz.

Olhar pra trás é como entrar na contramão em uma avenida movimentada.

1944, data que tudo aconteceu com Friedrich e a última vez que viu a mãe. Partiu após ter ido na casa dela pedir ajuda para cuidar de uma criança judia sem sequer explicar de onde ela havia surgido. A mãe negou ajuda, então ele saiu levando o pequeno bebê inocente e nunca mais retornou nem deu notícias.

Amália estava conhecendo sobre o avô, alguém que horas atrás nem sabia ter existido e vivido de tal forma. Ela havia visto uma única vez outro homem no lugar de seu avô - Helmut -  que na verdade era padrasto de seu pai. Devido a ausência de Frederich, Gretl (sua avó) colocou outro em sua casa e este assumiu o filho dela como seu.

Frida pediu para que o neto fosse vê-la depois de tanto tempo para contar o que realmente aconteceu e contar que tinha suspeitas de que Friedrich estivesse vivo. Esses fatos Hermann quis apagar de sua vida e por isso nunca tinha comentado nada do passado com seus filhos. 

Frida não sabia quem era aquela criança que o filho tinha pedido ajuda pra cuidar - Haya - seria filha dele? Não tinha a resposta, mas havia recebido um bilhete e a correspondente se chamava Adele. Seria a mãe da menina? Amália precisava descobrir. Constava no bilhete que era do Rio de Janeiro no ano de 1947. 

Amália tinha um amigo no Rio de Janeiro e logo entrou em contato para pedir ajuda nessa busca amadora e arriscada. Este se dispôs a ajudar e ela embarcou rumo à sua história... Por coincidência ou não, Adele e Haya residiam próximo ao amigo de Amália e ele conhecia as duas. Ela estava animada e assustada ao mesmo tempo por estar tão perto da verdade.

Frida havia se tornado um depósito de informações para preencher conversas que não resistiam ao silêncio ou à fraqueza.


Marcaram um encontro e mesmo sem saber do que se tratava, Adele concordou em receber Amália. Adele era uma mulher marcada pelo sofrimento dos tempos de guerra. Ela lembrava claramente tudo que aconteceu junto da família. Ainda era muito nova, mas não foi poupada das lembranças ruins. Ela tinha apenas 9 anos quando Hitler virou chanceler e lhe roubaram a infância. Aos 14 anos foi separada da família.

Rio de Janeiro, julho de 1999 -  Adele falava pela primeira vez de todo passado para Amália e sua filha Haya.

Em 1944 Adele foi com a irmã, mãe e avô para o gueto de Nagyvárd comandado pelos gendarmes em Oradea, já estava grávida de Haya. É para lá que os judeus iam e viviam confinados. Depois tiveram que sair de lá. Os húngaros os entregaram aos alemães como se fossem pedaços podre sem espaço para armazenamento. Estavam num vagão de gado, sob tutela da Gestapo. Daí em diante só piorava, houve muito sofrimento e perdas até elas chegarem ao Rio e viver relativamente bem.


Eu estive nos crematórios de Auschwitz. Sou um Sonderkomando. Não importa o que eu faça, as pilhas de corpos dormem e acordam comigo.


É uma história marcante, sofrida que nos provoca uma série de sentimentos e reações no decorrer da leitura, mas que vale muito à pena ler e conhecer um pouco mais sobre o que aconteceu de fato naquele tempo. A autora escreveu de forma incrível todo o contexto foi surpreendente. Há um suspense em relação ao bebê que um soldado salvou, que é avô de Amália, e a bisavó depois de tanto tempo quer saber quem era aquela criança, se era sua neta ou não e se há possibilidades de seu filho estar vivo. Mas ela não tem muito tempo de vida e deixa essa missão nas mãos da bisneta. São páginas e mais páginas de tensão e curiosidade. Amei demais a forma como Luize desenvolveu a história, sou muito grata por ter recebido essa obra.

62 comentários:

  1. Ola querida!
    O livro parece ser fantástico, eu gosto deste tipo de livros que tem uma vertente histórica <3
    Beijinhos

    pimentamaisdoce.blogspot.pt

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    1. Gosto sim Anna, conhecer o cenário que nosso mundo viveu antes de eu existir, é bem triste e angustiante, mas foi algo que ocorreu :(
      Fico feliz que tenha gostado da resenha.
      Beijos

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  3. Amei a resenha, o livro já me ganhou pela capa. Amo esses livros que ligam histórias e lugares diferentes
    Beijos
    lolamantovani.blogspot.com.br

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  4. Oi Monyque. Livros sobre a segunda guerra me também me facinam e esse livro não foi diferente.

    Gostei do fato de que a autora incluiu o nosso país na história e fiquei muito curiosa sobre como a personagem vai montar a história da sua vida.

    Abraços
    http://www.auniversitaria.com

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  5. Oi, Monyque!
    Eu amo livros que essa temática e já estava de olho nesse livro há algum tempo.
    Fiquei curiosa com a forma em que ela montou a história e espero poder ler em breve.
    Beijinhos,

    Galáxia dos Desejos

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    1. Espero que leia em breve também, vai amar a leitura!
      Beijos

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  6. Acho que não é um livro que faz o meu estilo, mas adorei o design da capa.

    http://www.biigthais.com

    Beijoos ;*

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  7. Olá, Monyque.
    Esse livro já estava na minha lista. Eu achei essa capa linda e gosto muito de livros que falam sobre a Segunda Guerra. Mas acredita que nem tinha me tocado que era nacional? hehe.

    Prefácio

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    1. É nacional Sil e a autora é muito talentosa, surreal a escrita dela! Espero que leia.
      Beijos

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  8. Oi Monyque, livros com a segunda guerra são sempre intensos, né? Já tinha lido outras resenhas positivas da obra e sua resenha só me confirmou a impressão positiva que já tinha <3

    Bjs, Mi

    O que tem na nossa estante

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  9. Que temática forte! É preciso muita coragem e sabedoria para adentrar esse território, a autora já merece aplauso pela premissa.
    Sua resenha deixou um gostinho muito gostoso da obra e vontade de conhecer mais sobre ela.
    Uma história permeada de ancestralidade... Me chamou muito atenção mesmo! Adorei a indicação.

    Beijoos

    http://www.aquelaepifania.com.br/

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    1. É verdade viu Eliza, merece ser aplaudida de pé por ter essa determinação de ir até o fim e produzir uma história tão linda, ouvir das pessoas que sobreviveram à guerra o quanto foi terrível não é nada fácil. Fico feliz que tenha gostado :D
      Beijos

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  10. Nossa! Uma leitura forte e também me pareceu bem envolvente pela sua resenha! Gostei muito, viu!! ;)

    beijos!!

    https://ludantasmusica.blogspot.com.br

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  11. Parece ter um suspense interessante. Também dá a impressão de ser uma história carregada de sentimentos :)

    www.vivendosentimentos.com.br

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    1. Tem sim suspense, aventura, sentimentos. Uma obra magnífica :D

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  12. Eu gosto muito de livros com esse tema e já tinha interesse em ler esse livro mas não sabia que era de uma autora nacional, agora fiquei ainda mais interessada nessa leitura.

    beijos
    https://atrasadaparaocha.blogspot.com.br/

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    1. Que ótimo Tielle, espero que leia e goste bastante :D
      Beijos

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  13. Gosto desse tipo de enredo, que além de entreter, também te ajuda a se "localizar" em certos períodos da história mundial. Ótima resenha. Tenha um ótimo dia, beijos!

    Blog Paisagem de Janela
    www.paisagemdejanela.com

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  14. Eu não curto muito livros com esse tipo de enredo, mas eu achei a capa lindíssima e adorei a sua resenha. Indicaria esse livro para os meus amigos.
    Mil Beijos!
    http://pensamentosdeumageminiana.blogspot.com.br/2018/03/top-5-projota.html

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  15. Oie,

    Parece ser uma história bem marcante, ainda mais por se tratar de Auschwitz. Tenho curiosidade.
    Bjs
    http://diarioelivros.blogspot.com.br

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    1. Bem marcante Jéssica, aconteceram tantas coisas lá :s
      Beijos

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  16. gostei mt da resenha, já me interessei super por esse livro pq gosto do tema da segunda GM

    www.tofucolorido.com.br
    www.facebook.com/blogtofucolorido

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  17. Daquelas leituras que a gente sofre, mas toma um choque de realidade né? Parece ser um livro ótimo.

    Beijos
    Mari Dahrug
    https://www.rabiskos.com.br/

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  18. Já me indicaram tanto esse livro que to louca pra ler. Gosto muito dessa temática e venho lendo muitos livros sobre o assunto, quero muito comprar na minha próxima compra!!

    Beijos
    Próxima Primavera

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  19. Que legal esse livro, parabéns pela parceriaaa!
    Beijoos

    Esmaltadas de Alice

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  20. Gostei muito do tema do livro. Pela sua resenha parece uma história bem envolvente e emocionante.
    Bjus!

    galerafashion.com

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  21. Oi! Eu gosto muito de histórias sobre essa tema, comecei a ler O menino do pijama listrado, você já leu?
    Gostei muito da sua resenha, não conhecia esse livro e com certeza, se tiver oportunidade, vou ler sim. Essa capa é maravilhosa.

    Beijos,
    a-mares-ia.blogspot.com

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    1. Ainda não li O Menino do Pijama Listrado, vou anotar sua dica. Tô numa vibe desse tema. Que bom que gostou a resenha, leia mesmo :D
      Beijos

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  22. Gosto muito de livros com essa temática. Vou anotar para ler


    Beijinhos
    n. // www.fashionjacket.com.br

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  23. Gostei muito do estilo do livro , daqueles que te prendem do começo ao fim ! Já quero ler !

    http://fazfavordonalia.blogspot.com/

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