MENINAS MALVADAS - Por Cecília Oliveira


Meninas Malvadas (Filme 2004)

Antes da leitura: nas quartas usamos rosa, o barro sempre acontece e no dia 3 de outubro celebramos o Mean Girls Day.

Dizer que amo esse filme e a forma em que ele influenciou o meu cotidiano, é pouco. Uma história atemporal, que é necessário sempre colocar em pauta, nunca é demais observar a linguagem de Mean Girls (Meninas Malvadas).

O seu enredo segue Cady, uma menina até então inocente que não entendia as convenções sociais e as regras não implícitas da sociedade que podemos comparar como a selva, exatamente como Cady relata (tanto no universo feminino, quanto no machismo que incentiva a competitividade entre as mulheres). Ao longo do filme podemos perceber as sutis mudanças na protagonista desde a sua vestimenta ao seu modo de agir e pensar.

O ponto principal que merece ser observado é a sua linguagem, que apesar de ser uma obra fictícia ela se aproxima da nossa realidade, em como os grupos de garotas são divididos pela escala social e por afinidades e a forma em que se comunicam entre si (agressiva, hostil e condescendente), as fofocas que afetam as relações.

Em um grito mudo o apoio feminino é escutado, a professora Norbury chega em frente as alunas e faz um discurso importante (que podemos levar para a nossa vida) "vocês precisam parar de chamar umas às outras de vadias ou prostitutas. Isso só faz com que os meninos achem que seja ok chamar vocês dessas coisas". O poder dessa frase faz com que nós, mulheres reflitam o nosso comportamento perante as outras garotas e quando Cady quebra a coroa do baile e distribui para as outras meninas, é novamente um grito mudo para desconstruir a concorrência feminina e que todas são merecedoras, vencedoras, lindas e inteligentes do sue próprio jeito e personalidade.

Além disso, uma frase dita no filme iniciou o movimento, anos mais tarde sobre apoio e gentileza "You cant sit with us" (você pode sentar com a gente), nele as mulheres geram suporte para todas, livre de preconceitos, todos tem o seu lugar na mesa da sociedade.

Então pegue seu livro do arraso e refaça as regras, saia da caixinha que te colocam, sejam mais unidas e solidárias, quebre coroas, pratique sororidade.

25 comentários:

  1. Imagino ser um filme divertido de assistir
    .
    Tenha uma terça-feira muito feliz
    Deixando uma 🌹

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    1. Também! Marcou minha adolescência e causa impacto até hoje.

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    2. Também! Marcou minha adolescência e causa impacto até hoje.

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  3. Olá...
    Esse filme marcou minha adolescência... Foi muito nostálgico ler esse post ;)
    Bjo

    http://coisasdediane.blogspot.com/

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  4. Adorei a sua resenha!! Esse filme é muito bom e nunca canso de assistir, realmente ele diz muito sobre as relções escolares e grupos sociais, e também de certa forma acredito que reforça um pouco esse ambiente.
    Beijoss, Primavera Agridoce ♥️♥️♥️

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  5. Adoro esse filme, me divirto demais com ele e sempre que passa eu revejo. ELe literalmente virou um filme marcante

    Beijos
    www.pimentadeacucar.com

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  6. Sempre vejo ele na plataforma da Netflix ,nunca assisti acredita? Adorei a resenha
    Vou conferir.

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    1. Fico feliz que tenha gostado, recomendo, assista! Ele tá disponível na Amazon Prime vídeo, Globo Play, Apple TV, Microsoft e Telecine.
      Bom filme :)

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  7. A história de um filme remanescente da amizade adolescente. Filmes que valem a pena assistir para lembrar a experiência.

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    1. Sim! Ele apresenta um discurso atemporal que é válido sempre assistir.

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  8. Não conhecia :)
    beijinho

    https://dreamsprincess20160.blogspot.com/

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  9. Nunca tinha ouvido falar do filme. Resenha incrível.

    Bom fim de semana!

    Jovem Jornalista
    Instagram

    Até mais, Emerson Garcia

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  10. Esse filme é o tipo de "guilty pleasure". Cheio de defeitos, racismo, machismo, masssss eu gosto. Tendo um olhar critico, dá pra ver de boa, mas não dá pra normalizar algumas coisas desse filme.

    www.blogflorescer.com

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    1. Essa é a intensão do filme, é mostra de forma crua, de forma crítica a sociedade e seus costumes.

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  11. Ehehehe, um clássico de adolescência.

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